Dr. Juliano Lhamby — Cirurgia da Coluna
DOR LOMBAR crÔnica

O que é dor lombar crônica vertebrogênica?

A dor lombar vertebrogênica é um tipo específico de dor lombar crônica, originada em alterações nas placas terminais das vértebras. Muitas vezes, essa causa passa despercebida, dificultando o diagnóstico e a indicação do tratamento. Entenda suas causas, os sintomas, como é feito o diagnóstico e as opções de tratamento, incluindo o procedimento Intracept.

Dr. Juliano Lhamby CRM-SP 124257 · RQE 37130

Assista ao video de uma das tecnicas de tratamento Abrir no YouTube da dor vertebrogenica

ORIGEM DA DOR LOMBAR VETEBROGÊNICA

Estima-se que uma em cada seis pessoas com dor lombar crônica possa apresentar um tipo específico de dor chamado dor vertebrogênica.¹ Essa dor tem origem em alterações nas placas terminais das vértebras, que podem provocar irritação do nervo basivertebral, responsável por transmitir sinais dolorosos dessa região.

02 / AS CAUSAS

O que é o nervo basivertebral:

O nervo basivertebral é um nervo localizado no interior das vértebras. Suas ramificações inervam as placas terminais vertebrais e transmitem sinais de dor ao cérebro quando essas estruturas estão irritadas. Por essa razão, o nervo basivertebral é reconhecido como um importante componente da dor lombar crônica de origem vertebrogênica. Quando as placas terminais das vértebras sofrem alterações decorrentes da degeneração dos discos intervertebrais, do desgaste ou de lesões, podem ocorrer estímulos dolorosos transmitidos pelo nervo basivertebral, contribuindo para o desenvolvimento da dor lombar vertebrogênica..

03 / SINTOMAS

Onde se localiza esta dor !
Quando incomoda !

A dor localiza-se na coluna lombar podendo ir até a parte superior dos gluteos. Pacientes que obtiveram alívio com o tratamento do nervo basivertebral, frequentemente descreveram a melhora da dor localizada no centro da região lombar.

Ilustração da região lombar com áreas de dor destacadas em amarelo e vermelho
Distribuição ilustrativa da dor. A localização varia entre pacientes.

Esta dor manifesta-se em atividades do dia a dia

Imagem explicativa: o que é dor lombar crônica vertebrogênica?

Atividade física

Imagem explicativa: o que é dor lombar crônica vertebrogênica?

Inclinar-se para frente

Imagem explicativa: o que é dor lombar crônica vertebrogênica?

Ficar sentado

Imagem explicativa: o que é dor lombar crônica vertebrogênica?

Curvar-se e levantar peso

Esses sintomas também podem ocorrer em outras condições. A avaliação médica é necessária para identificar a origem da dor.

04 / DIAGNÓSTICO

O diagnóstico é feito pela ressonancia magnética

Na ressonancia buscamos a presença de edema da placa terminal, que é o sinal de modic 1 ou 2

  1. A confirmação do diagnóstico acontece quando :

  2. Temos alterações de MODIC na ressonancia

  3. Temos dor na coluna lombar no exame fisico

Ressonância magnética lombar com região das placas terminais destacada
Ressonância magnética apresentando edema na placa terminal sinal de MODIC.

O que são as alterações de Modic?

As alterações de modic são alterações inflamatórias da placa terminal que demonstram lesões. Na dor vertebrogenica temos o MODIC 1 e MODIC 2 onde vemos edema dos platos vertebrais. Estas areas esbranquiçadas ao redor do disco significam edema e demonstram a presença de MODIC.

TRATAMENTO DA DOR LOMBAR VERTEBROGENICA

Tratar a origem desta dor significa interromper o sinal de dor.

Como é feito o procedimento !!

É um procedimento ambulatorial, minimamente invasivo e realizado em sessão única semelhante a denervação facetaria para pessoas com dor lombar vertebrogênica — um tipo específico de dor lombar crônica.

Utilizamos uma canula de radiofrequencia, que gera calor, para desativar o nervo basivertebral (NBV), responsável por transmitir sinais de dor das vértebras. Esse nervo é sensitivo: não comanda os movimentos das pernas ou da coluna.

O tratamento usa radiofrequência, sem deixar implantes ou dispositivos. Não depende de medicamentos para realizar a ablação, embora anestesia e medicações de apoio possam ser necessárias.

Imagem explicativa: o que é dor lombar crônica vertebrogênica?

Minimamente invasivo

Pequena incisão e nenhum implante remanescente.

Imagem explicativa: o que é dor lombar crônica vertebrogênica?

Uma única sessão

Estudos acompanham o alívio da dor por até cinco anos.1,3

Imagem explicativa: o que é dor lombar crônica vertebrogênica?

Alta no mesmo dia

Em geral, após observação e liberação da equipe médica.

Imagem explicativa: o que é dor lombar crônica vertebrogênica?

Melhora gradual

O alívio pode começar em semanas e evoluir nos meses seguintes.

Imagem explicativa: o que é dor lombar crônica vertebrogênica?

Autorizado pela FDA

Sistema com autorização nos Estados Unidos (“FDA cleared”). Isso não elimina os riscos do procedimento.

Mais de 75 mil

Mais de 75 mil pacientes

Número de pacientes tratados informado pelo fabricante; não representa garantia de resultado individual.

Estamos com você: a indicação começa por uma avaliação individual. Nem toda dor lombar crônica tem origem no nervo basivertebral.

ENTENDA O MECANISMO

Como este tipo de procedimento
age sobre a dor.

O calor gerado pela radiofrequência interrompe a transmissão dos sinais dolorosos pelo nervo basivertebral, melhorando as dores lombares cronicas.

Esse nervo não demonstrou capacidade de voltar a crescer após o tratamento. Estudos relatam alívio duradouro em pacientes selecionados, mas a resposta varia de pessoa para pessoa.

06 / PASSO A PASSO

tres etapas.
Um alvo bem definido.

01Ilustração de um alvo

Acessar o nervo

Com anestesia para seu conforto, o médico faz uma punção paravertebral e com uma canula especifica, acessamos a vertebra e o nervo basivertebral.

O procedimento é guiado por imagem para confirmar o posicionamento dos instrumentos junto ao alvo: o nervo basivertebral.

02Ilustração do instrumento de ablação

Aplicar a radiofrequência

Após confirmar a posição por imagem, o médico utiliza energia de radiofrequência para aquecer e realizar a ablação do nervo, interrompendo a transmissão dos sinais de dor.

A ablação leva de 7 a 15 minutos por nível tratado.

03Ilustração de um curativo

Finalizar e recuperar

Os instrumentos são retirados e a pequena punção recebe um curativo. Nenhum implante ou dispositivo permanece nas costas.

Após a recuperação da anestesia e a avaliação da equipe, a alta costuma ocorrer no mesmo dia.

07 / DEPOIS DO PROCEDIMENTO

Recuperação orientada.
Melhora ao longo do tempo.

Seu médico orientará os cuidados, o repouso inicial e o retorno às atividades. Muitas pessoas retomam a rotina em alguns dias; o prazo depende do caso e do tipo de atividade.

Algumas pessoas começam a perceber alívio em duas semanas, e muitas continuam melhorando gradualmente ao longo de três meses.

O Intracept geralmente é realizado uma única vez. Isso o diferencia de outras ablações por radiofrequência que podem precisar de repetição periódica.

Pessoa sentada confortavelmente em um sofá, lendo um livro
O retorno à rotina deve seguir as orientações da equipe médica.
Primeiros dias

Repouso inicial e retomada gradual, conforme orientação.

Por volta de 2 semanas

Algumas pessoas já percebem alívio da dor.

Ao longo de 3 meses

A melhora pode continuar de forma progressiva.

Os prazos são referências, não promessas de resultado. A disponibilidade da técnica e sua indicação devem ser confirmadas em consulta.

Agendar uma avaliação
08 / INDICAÇÃO E SEGURANÇA

A indicação certa
faz parte do tratamento.

Quem pode ser avaliado?

O material do sistema Intracept descreve os seguintes critérios:

  • Dor lombar crônica há pelo menos seis meses.
  • Tratamento conservador por pelo menos seis meses.
  • Ressonância com alterações de Modic compatíveis com comprometimento das placas terminais vertebrais.

Atender a esses critérios não significa, por si só, ser candidato ao procedimento.

Contraindicações

O material fornecido lista as seguintes situações:

  • Gravidez.
  • Função cardíaca ou pulmonar comprometida.
  • Dispositivo eletrônico ativo implantado, como marca-passo ou desfibrilador.
  • Infecção sistêmica ou local.
  • Anatomia que possa ser danificada durante a ablação, conforme avaliação médica.
  • Imaturidade esquelética — em geral, pessoas com menos de 18 anos não são candidatas.

Como todo procedimento, existem riscos, que devem ser discutidos em consulta. A avaliação clínica e as instruções de uso do sistema orientam a seleção de cada paciente.

Referências e informações do fabricante
  1. Fischgrund JS, Rhyne A, Macadaeg K, et al. Resultados a longo prazo após ablação intraóssea do nervo basivertebral para o tratamento da dor lombar crônica: resultados do braço de tratamento de 5 anos de um estudo multicêntrico prospectivo, randomizado, duplo-cego e controlado por placebo. Eur Spine J. 2020;29:1925–1934.
  2. Dados arquivados pelo fabricante, conforme referência do material fornecido. Página oficial do procedimento Intracept.
  3. Khalil JG, Truumees E, Macadaeg K, et al. Ablação intraóssea do nervo basivertebral: uma análise conjunta de 5 anos de três ensaios clínicos prospectivos. Interv Pain Med. 2024;3(4):100529. Publicado em 13 de dezembro de 2024. doi:10.1016/j.inpm.2024.100529.

Informações sobre autorização regulatória nos Estados Unidos e número de pacientes: fabricante Intracept / Boston Scientific. Referência consultada em 4 de outubro de 2026.

SUAS DÚVIDAS

Entenda antes de decidir.

Toda dor lombar é vertebrogênica?

Não. A dor vertebrogênica é um tipo específico de dor lombar. Identificar a causa exige análise do histórico, exame físico e, quando indicado, exames de imagem.

A ressonância, sozinha, confirma o diagnóstico?

A ressonância ajuda a identificar alterações de Modic. Seu médico avalia os achados em conjunto com os sintomas e o exame físico.

O procedimento é indicado para qualquer pessoa?

A indicação é individual. Uma avaliação médica é necessária para determinar se essa abordagem é adequada para a origem da sua dor.

Quanto tempo leva a recuperação?

O tempo varia. A alta costuma ocorrer no mesmo dia e o retorno às atividades é gradual, seguindo a orientação médica. Algumas pessoas percebem alívio em duas semanas; a melhora pode continuar ao longo de três meses. Veja o que esperar da recuperação.

DR. JULIANO LHAMBY

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