Dr. Juliano Lhamby, cirurgião da coluna
CRM 124.257 | RQE 37130
Cirurgia minimamente invasiva

Endoscopia da coluna: tratamento da hérnia de disco com o menor acesso necessário.

Uma câmera e instrumentos delicados permitem tratar a área que comprime o nervo por um pequeno acesso — quando a técnica é indicada para o seu caso.

Nesta página
Antes de falar em técnica

A cirurgia é minimamente invasiva. A decisão não pode ser.

Nem toda hérnia precisa de cirurgia e nem toda cirurgia de coluna deve ser endoscópica. Sintomas, exame físico e imagem precisam apontar para o mesmo problema.

01

O que você sente

Dor irradiada, formigamento, dormência ou perda de força ajudam a identificar qual estrutura pode estar comprometida.

02

O exame neurológico

Força, sensibilidade, reflexos e testes específicos mostram se há sofrimento de uma raiz nervosa.

03

O que a imagem confirma

A ressonância deve ter relação com os sintomas. Uma alteração no exame, sozinha, não define cirurgia.

Indicações possíveis

Quando a endoscopia pode entrar na conversa.

A técnica pode ser considerada em casos selecionados, depois de avaliação individual.

Ilustração anatômica da coluna
01

Hérnia de disco lombar

Especialmente quando há compressão de uma raiz nervosa associada a dor irradiada para a perna.

Ilustração anatômica da coluna
02

Dor ciática persistente

Quando o quadro não melhora adequadamente com o tratamento conservador e existe correlação clínica e radiológica.

Ilustração anatômica da coluna
03

Estenose selecionada

Alguns estreitamentos do canal ou do forame podem ser tratados por descompressão endoscópica.

Ilustração anatômica da coluna
04

Outras situações

Hérnias recorrentes e algumas compressões cervicais ou torácicas exigem análise técnica específica.

As indicações acima são educativas e não substituem avaliação médica. A escolha do acesso depende da localização, anatomia, estabilidade da coluna, sintomas e experiência do cirurgião.
Hérnia de disco

A endoscopia pode tratar hérnias na coluna lombar, cervical e torácica.

A hérnia de disco pode surgir em diferentes regiões da coluna. Em casos selecionados, a cirurgia endoscópica permite chegar até o disco e retirar a parte que comprime o nervo ou a medula por um pequeno acesso.

Ilustração educativa da coluna
Parte inferior das costas

Hérnia lombar

É a mais frequente. Pode causar dor lombar, ciática, formigamento ou perda de força na perna.

Ilustração educativa da coluna
Região do pescoço

Hérnia cervical

Pode provocar dor no pescoço que se estende para o braço, além de formigamento, dormência ou perda de força.

Ilustração educativa da coluna
Região do tórax

Hérnia torácica

É menos comum. Pode causar dor no meio das costas ou ao redor do tórax e, em alguns casos, compressão da medula.

A endoscopia é igual nas três regiões?O princípio é o mesmo: usar uma câmera para visualizar e tratar a compressão. Mas o caminho até a hérnia, os instrumentos e os cuidados mudam conforme a região.
Toda hérnia pode ser tratada por endoscopia?Não. A indicação depende da localização e do tipo da hérnia, dos sintomas, do exame neurológico e das imagens. A técnica precisa ser escolhida para o paciente — e não o paciente para a técnica.

A endoscopia não trata apenas hérnias de disco.

Ela também pode ser indicada para alguns casos de estenose, hérnia recorrente e outras compressões dos nervos ou da medula. Cada situação exige avaliação específica.

Como funciona

Visualização direta por uma câmera junto à área tratada.

O endoscópio leva luz e imagem ampliada ao local da compressão. Pelo mesmo sistema, instrumentos específicos permitem remover o fragmento de disco ou ampliar o espaço do nervo.

Ilustração da técnica endoscópica
Visualização ampliada · acesso direcionado
01

Planejamento

Exame clínico e imagens definem o alvo, a via de acesso e se a técnica é apropriada.

02

Pequeno acesso

Uma cânula de trabalho é posicionada até a região a ser tratada com controle de imagem.

03

Descompressão

A câmera permite visualizar e tratar a estrutura que comprime o nervo.

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Fechamento

Ao final, o acesso costuma exigir uma pequena sutura ou curativo, conforme o caso.

Veja como funciona

Endoscopia da coluna em vídeo.

Material educativo do Atlantic Spine Center. Este vídeo não é uma gravação de procedimento realizado pelo Dr. Juliano.

Ilustração educativa de procedimento na coluna

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Ver animação e vídeo complementares
Endoscopia na práticaDr. Juliano Lhamby acompanha em tempo real a imagem ampliada do local tratado.
Como o acesso funcionaAnimação 3D educativa da RIWOspine. A via utilizada varia conforme a localização da hérnia e a anatomia do paciente.
Registro do procedimento

Instrumentação e ambiente cirúrgico.

Benefícios da via endoscópica

Menor agressão pode favorecer uma recuperação mais simples.

Quando existe indicação correta, o acesso endoscópico reúne benefícios importantes em comparação com abordagens mais extensas.

Acesso e preservação

Explore os benefícios ao rolar ↓

01

Incisão menor

O acesso é realizado por uma pequena abertura e um canal de trabalho estreito.

02

Menor agressão muscular

Há menor descolamento dos músculos e preservação das estruturas ao redor sempre que possível.

03

Menor sangramento

O acesso direcionado pode reduzir a perda sanguínea durante o procedimento.

04

Menos dor pós-operatória

A menor agressão aos tecidos pode resultar em menos dor após a cirurgia.

05

Mobilização e alta precoces

Alguns pacientes conseguem caminhar e receber alta mais cedo, conforme avaliação clínica.

06

Retorno mais rápido

A recuperação pode permitir retomada mais precoce das atividades, de forma gradual e orientada.

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Visualização ampliada

A câmera fica próxima ao nervo e ao ponto de compressão que será tratado.

08

Menor cicatriz

A pequena incisão costuma produzir uma cicatriz proporcionalmente menor.

Benefícios reais não são garantias individuais.

A intensidade da dor, o tempo de internação e o retorno às atividades variam conforme o diagnóstico, o procedimento e as condições de cada paciente.

Indicação antes da tecnologia

O melhor procedimento não é simplesmente o menor. É o que trata o problema com segurança.

Em alguns casos, uma microdiscectomia, uma descompressão convencional ou uma cirurgia com estabilização pode ser mais adequada. A endoscopia é uma ferramenta — não uma indicação por si só.

O que define o resultado?

Diagnóstico correto, correlação entre sintomas e imagem, escolha adequada do acesso e execução técnica. O tamanho da incisão, sozinho, não resolve a causa da dor.

Limites da técnica

Quando a endoscopia pode não ser a melhor escolha.

A decisão precisa considerar o problema inteiro da coluna, não apenas a possibilidade de realizar uma incisão pequena.

01

Dor sem alvo definido

Dor lombar ou cervical inespecífica, sem uma compressão compatível, não melhora apenas porque uma técnica é menos invasiva.

02

Instabilidade ou deformidade

Quando a coluna precisa de correção ou estabilização, outro tipo de procedimento pode ser necessário.

03

Compressão complexa

A extensão, a localização e a anatomia podem tornar outra abordagem mais segura ou mais completa.

Depois da cirurgia

Recuperação não é uma promessa de prazo. É um plano.

Tempo de internação, retorno ao trabalho, direção, exercícios e fisioterapia variam. O planejamento considera o procedimento realizado, a atividade profissional e a evolução de cada paciente.

Primeiras horasControle da dor, avaliação neurológica e início da mobilização conforme orientação da equipe.
Alta hospitalarPode ocorrer precocemente em alguns casos, mas depende da segurança clínica e do procedimento.
Retorno às atividadesÉ progressivo e não deve ser definido por um prazo único para todos.
AcompanhamentoRevisões avaliam cicatrização, sintomas, força e retomada gradual da rotina.
Dr. Juliano Lhamby
Dr. Juliano LhambyCRM 124.257 | RQE 37130
Cirurgião da Coluna

Formação internacional em cirurgia minimamente invasiva.

O Dr. Juliano Lhamby realizou um ano de treinamento no Texas Back Institute, em Dallas, com os Drs. Jack E. Zigler e Richard D. Guyer, dentro de sua trajetória de formação em cirurgia minimamente invasiva da coluna nos Estados Unidos.

Texas Back InstitutePeríodo de treinamento em Dallas — 2005 a 2006
Cirurgia da ColunaAtuação dedicada às patologias da coluna vertebral
SBCSociedade Brasileira de Coluna
NASSNorth American Spine Society

Formação nos Estados Unidos em cirurgia da coluna, com treinamento no Texas Back Institute e no Rady Children’s Hospital / UC San Diego.

Texas Back Institute · DallasUm ano de fellowship em cirurgia minimamente invasiva da coluna
Rady Children’s Hospital + UC San DiegoUm ano dedicado à cirurgia da coluna e à escoliose pediátrica
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Dúvidas frequentes

Respostas diretas sobre endoscopia da coluna

Toda hérnia de disco pode ser operada por endoscopia?

Não. A localização, o tipo de hérnia, os sintomas, o exame neurológico e a anatomia do paciente definem se o acesso endoscópico é adequado.

Quem tem hérnia de disco precisa operar?

Não. Muitos casos melhoram com tratamento conservador. A cirurgia costuma ser considerada diante de sintomas persistentes, déficit neurológico ou situações específicas avaliadas pelo especialista.

A endoscopia é feita apenas na coluna lombar?

É mais conhecida na coluna lombar, mas pode ser utilizada em situações selecionadas nas regiões cervical e torácica. A indicação depende do caso e da via de acesso segura.

A incisão pequena significa que não haverá dor?

Não. Pode haver dor e desconforto no pós-operatório. A intensidade e a duração variam conforme o procedimento e o paciente.

É possível ter alta no mesmo dia?

Em alguns procedimentos e pacientes, sim. A alta depende da recuperação anestésica, controle da dor, mobilidade e avaliação neurológica.

A endoscopia evita parafusos e artrodese?

Em casos de compressão sem instabilidade, pode ser possível descomprimir sem fusão. Quando existe instabilidade, deformidade ou outra indicação, a estabilização pode continuar necessária.

Quanto tempo leva para voltar ao trabalho?

Depende do tipo de cirurgia, da atividade profissional e da evolução individual. O retorno deve ser definido durante o acompanhamento.

Como saber se sou candidato?

A avaliação combina história clínica, exame físico e exames de imagem. Não é possível definir indicação apenas por um laudo ou por uma ressonância isolada.